11/12/08
Quinta do Sidrô - Douro - Portugal
Quinta do Sidrô / Palácio do Cidrô
São João da Pesqueira

A Casa de Sidrô foi construída no início do século XIX a mando do proprietário, o Marquês de Soveral. Manteve-se ao longo de muitos anos na posse da família, na qual se integrava Luís de Soveral, o Embaixador de Portugal na corte de St. James, amigo do rei Eduardo VII de Inglaterra. Mais tarde ficou na posse do Visconde de Asseca.Também no início do século XIX, pela altura da construção da casa, foram plantadas as primeiras vinhas e provavelmente o jardim mais antigo que compreende o parterre que está adjacente ao lado sul da casa. Este jardim está definido através de dois eixos perpendiculares, que desenham quatro canteiros, e no seu cruzamento está uma fonte em granito com repuxo. O pavimento é igualmente em granito, disposto em pedras de tamanhos diversos mas com a superfície regularizada. A unidade neste jardim assenta nos canteiros de buxo muito bem conservados, com aproximadamente cem metros quadrados cada um. O desenho repete-se igualmente em cada canteiro, e tem como motivo principal uma cruz que ocupa a sua área, definida por fiadas duplas de buxo.No alinhamento do eixo principal do jardim, que num dos lados termina na entrada da casa, foi implementado um novo jardim, que termina num muro com um portão no centro, intervenção concluída no início do século XXI, com uma linguagem completamente diferente. Adjacente ao jardim antigo encontra-se uma área composta por materiais inertes, com formas abstractas e de cores marcantes, e a uma cota inferior, com acesso através de escada, está uma grande área rectangular predominantemente relvada e pontuada com ciprestes colunares. No prolongamento do eixo principal, nesta intervenção optou-se por desenhar uma levada de água com degraus ao nível do terreno, com um lago circular num dos seus extremos. No outro extremo, no muro de suporte com a frente virada para o novo jardim, está uma carantonha com uma bica de água, já anteriormente existente, mas com um outro enquadramento.
09/12/08
Chaves - Portugal
Ponte Romana de Chaves ( Trajano )

Situada sobre o magnífico Rio Tâmega, bem no centro da cidade de Chaves, esta é uma fantástica obra Romana também conhecida por “ponte de Trajano”. O monumento foi construído entre finais do século I e inícios do século II d.C., durante o processo de romanização da região, coincidindo com a vigência do imperador Marco Ulpio Trajano (c. 53-117). Por estas alturas, Aqua Flaviae (Chaves) era uma importante localidade Romana, com um grande centro termal e boas estruturas viárias e civis. A ponte tem sido objecto de posteriores obras de restauro e remodelações ao longo dos séculos, tendo mesmo sido destruída parcialmente por uma cheia no século XVI. Hoje em dia são apenas visíveis 12 arcos de volta perfeita, numa extensão máxima de aproximadamente 100 metros. A meio do tabuleiro estão duas colunas atribuídas aos imperadores Titus Flavius Vespasianus (c. 9-79) e Trajano. Pensa-se que estas colunas possam provir de outro local, talvez de umas das extremidades da própria ponte. As colunas são de grande valor histórico, pois ostentam várias referências às comunidades envolvidas na sua edificação. Em 2001 foi descoberto um troço de cinquenta metros de calçada romana na actual Rua Cândido dos Reis, de acesso à ponte.
A Casa Típica Transmontana.
Alentejo - Portugal
Planícies a perder de vista combinam com sol e calor, que impõem um ritmo lento e compassado. É o Alentejo.

É praia, é serra, são planícies sem fim. É cortiça, é azeite, é vinho, e muito espaço deixado aberto à natureza simples, alecrim e rosmaninho.
É praia, é serra, são planícies sem fim. É cortiça, é azeite, é vinho – e muito espaço deixado aberto à natureza simples, alecrim e rosmaninho.È cartola de mágico, a todo o instante explorada: dela saem tapetes, chocalhos, petiscos. Nela cabem humor, paciência, bonomia; e tanta sageza que, tão bem trabalhada, prende amantes e incautos nas malhas de uma filosofia dormente e não isenta de risco.É uma saudade sem dor, um sentimento que traz a cada dia esforçado um secreto sabor, a sensação inebriante de que, bem perto de nós, é possível encontrar o paraíso perdido.À vista de todos, o Alentejo é cofre fechado com chave no coração.
in:Turismo do Alentejo
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